Eu estava pensando
"Para quê"? Como que quem fica descrente de tudo e de todos, decepcionado;
E pensei "para quê"?
Sempre foi assim...
Agora, mais do que nunca, eu sei: é assim
E, de tanta decepção, angústia e arrependimento quase enlouqueci.
Faleu para a Raquel
"ah, sabe? Eu fico me sentindo uma merda, uma pessoa deplorável, chata, descartável, insuportável, prepotente... Fico me sentindo um lixo!"
"Fabiana? Que isso? Tá maluca??? Ficou maluca? Olha pra mim: da onde vc tirou essas idéias loucas? Chata? Insuportável? Fabi, pelo amor de deus, tira isso da sua cabeça"
"Ah, rs, eu sei. Não, claro, era brincadeira, exagero, forma de falar..."
"Na boa, Fabi, manda tomar no cu, cara. Vc é mt importante pra deixar que as pessoas façam isso com vc! Vc tem que gostar mais de vc, tem que confiar. Poxa, as pessoas gostam de vc. Manda tomar no cu quem te faz sentir assim, Fabi..."
"É, tem razão... Mas é, brother... sei lá.... eu vou sentir saudade; já estou sentindo saudade..."
...Não consigo me lembrar do resto...
Mas, é isso...
Num mundo de orgulhos, desculpa é coisa de alejado e delicadeza coisa de viado!
quinta-feira, setembro 06, 2007
terça-feira, setembro 04, 2007
"Enquanto se está estudando Kant pra se estar fazendo uma prova"
A Larissa disse "somos duas problemáticas"
Eu disse "duas? Eu não sou não, só se você for"
"Eu sou", disse ela. "Você também é, tá?"
"Sou nada", repliquei.
"Claro que é. Eu também sou. Você se acha normal?"
"Não. Mas também não sou problemática"
"Ah, eu sou. E eu adoro ser problemática, sabe?! Posso pensar mais em mim, me conhecer mais... É bom ser problemática. Vai dizer que você não se sente assim?"
"Eu não, Larissa, fala sério! Eu tenho problemas, mas não sou problemática"
"Ah, pois eu sou!"
Eu disse "duas? Eu não sou não, só se você for"
"Eu sou", disse ela. "Você também é, tá?"
"Sou nada", repliquei.
"Claro que é. Eu também sou. Você se acha normal?"
"Não. Mas também não sou problemática"
"Ah, eu sou. E eu adoro ser problemática, sabe?! Posso pensar mais em mim, me conhecer mais... É bom ser problemática. Vai dizer que você não se sente assim?"
"Eu não, Larissa, fala sério! Eu tenho problemas, mas não sou problemática"
"Ah, pois eu sou!"
sábado, setembro 01, 2007
As vésperas da gota d'água
Testa a gente não olha.
A nossa testa a gente não enxerga, só a dos outros.
O que está escrito é o outro que sabe, é ele que lê, desvenda e interpreta.
Acontece que o olhar do outro, a atitudes dele, o comportamente, tudo isso, nos dá uma certa pista do que está na nossa testa.
Na minha deve estar escrita "idiota" ou "otária".
Entre essas duas palavras, poucas outras mais me vêm a cabeça.
Entre uma e outra, eu apostaria num ponto e vírgula. Juntas.
Pensei que era coisa da minha cabeça, desfiz, re-fiz, inventei. Nada.
Um narcisismo de rinoceronte e uma testa na frente costuma não dar muito certo.
Rinocerontes são sempre fortes, brutais, marcam presença, ocupam espaço e nada, nada, na frente deles é obstáculo - rinocerontes são rinocerontes.
Acontece que tem a testa.
Tem a minha testa.
Tem a "otária; idiota" na frente.
Renocerontes fazem estragos e machucam.
Nunca entendi muito bem para que servia uma testa, mas sempre senti muita dor.
A nossa testa a gente não enxerga, só a dos outros.
O que está escrito é o outro que sabe, é ele que lê, desvenda e interpreta.
Acontece que o olhar do outro, a atitudes dele, o comportamente, tudo isso, nos dá uma certa pista do que está na nossa testa.
Na minha deve estar escrita "idiota" ou "otária".
Entre essas duas palavras, poucas outras mais me vêm a cabeça.
Entre uma e outra, eu apostaria num ponto e vírgula. Juntas.
Pensei que era coisa da minha cabeça, desfiz, re-fiz, inventei. Nada.
Um narcisismo de rinoceronte e uma testa na frente costuma não dar muito certo.
Rinocerontes são sempre fortes, brutais, marcam presença, ocupam espaço e nada, nada, na frente deles é obstáculo - rinocerontes são rinocerontes.
Acontece que tem a testa.
Tem a minha testa.
Tem a "otária; idiota" na frente.
Renocerontes fazem estragos e machucam.
Nunca entendi muito bem para que servia uma testa, mas sempre senti muita dor.
quinta-feira, agosto 30, 2007
Eu falei aquilo para ela, porque eu precisava.
Estava há muito tempo entalado na garganta, me impedia respirar, sorrir e até mesmo comer.
Eu necessitava falar aquela frase, daquele jeito, bem como ensaiei durante tempos.
Saiu inteira, num só suspiro, para não ser cortada e negada mais uma vez.
Falei como bem havia ensaiado. Não podia mais sair daquele lugar sem falar isso. Me entalava.
E vi seu olhar.
Um olhar de quase pena, compaixão e saiu, quase que inevitavelmente, uma frase que estava sufocada "Eu sei".
Foi o "eu sei" mais sincero e mais profundo que já ouvi em toda minha vida.
Como ela sabe, eu não sei. Mas só de ouvir isso, me senti como que no colo de uma mãe que tem 25h para estar com um bebê recem-nascido...
Bastou isso.
Me sentia mais leve.
Não houveram mais palavras...
Ela se levantou e estendeu os braços. Eu, como sempre encabulada, abaixei a cabeça, mas levantei os olhos.
Parte minha aliviada, parte minha encucada - como ela sabia? Como para ela era tão claro, tão evidente, tão compreensivo?
Retraiu um pouco os braços, pegou minha mão e disse "Estou aqui". Foi o estou aqui mais aliviante desde meus 7 anos.
Aquele dia vai ficar marcado. Para mim, certamente, para ela, não sei. Têm mais 20 que falam, fazem, impactam, pedem, exigem, doam, deitam, correm, se calam...
Eu sei que precisava dizer aquilo. Uma das coisas mais profundas que já disse de mim, e que me sinto aliviada... Essa frase precisava sair da minha boca.
Essa ressonância precisa sair dos meus pensamentos, das minhas idéias, da minha cabeça.
Eu preciso me -reinventar.
Estava há muito tempo entalado na garganta, me impedia respirar, sorrir e até mesmo comer.
Eu necessitava falar aquela frase, daquele jeito, bem como ensaiei durante tempos.
Saiu inteira, num só suspiro, para não ser cortada e negada mais uma vez.
Falei como bem havia ensaiado. Não podia mais sair daquele lugar sem falar isso. Me entalava.
E vi seu olhar.
Um olhar de quase pena, compaixão e saiu, quase que inevitavelmente, uma frase que estava sufocada "Eu sei".
Foi o "eu sei" mais sincero e mais profundo que já ouvi em toda minha vida.
Como ela sabe, eu não sei. Mas só de ouvir isso, me senti como que no colo de uma mãe que tem 25h para estar com um bebê recem-nascido...
Bastou isso.
Me sentia mais leve.
Não houveram mais palavras...
Ela se levantou e estendeu os braços. Eu, como sempre encabulada, abaixei a cabeça, mas levantei os olhos.
Parte minha aliviada, parte minha encucada - como ela sabia? Como para ela era tão claro, tão evidente, tão compreensivo?
Retraiu um pouco os braços, pegou minha mão e disse "Estou aqui". Foi o estou aqui mais aliviante desde meus 7 anos.
Aquele dia vai ficar marcado. Para mim, certamente, para ela, não sei. Têm mais 20 que falam, fazem, impactam, pedem, exigem, doam, deitam, correm, se calam...
Eu sei que precisava dizer aquilo. Uma das coisas mais profundas que já disse de mim, e que me sinto aliviada... Essa frase precisava sair da minha boca.
Essa ressonância precisa sair dos meus pensamentos, das minhas idéias, da minha cabeça.
Eu preciso me -reinventar.
quarta-feira, agosto 29, 2007
Seria melhor se eu andasse com uma placa grande presa na testa. Assim, quem sabe, eles entenderiam... Assim, quem sabe, teriam mais cuidado ao falar, ao agir... Tentariam ser mais compreensivos, mais delicados.... Talvez menos grossos e agressivos...
Talvez eu até conseguiria a tão custosa confiança.
Talvez.
Nada é certo.
Uma vez eu tentei. Me iludi, despenquei.
Outra vez, a mesma coisa.
Mais uma.
Da última vez não foi muito diferente.
É uma solidão isolada.
Dói que aperta o coração.
Era assim quando eu tinha mais ou menos 13 anos.
Os mesmos pensamentos, os mesmos desejos, medos... As mesmas angústias, as mesmas reclamações. A mesma dolorosa e ardida solidão, a mesma dor no peito...
É um filme se repetindo.
E eu me afundando.
Eu poderia gritar por um só segundo e saíria da minha boca um desgosto que entala e não me deixa respirar. Um grito como uma lamúria. Uma lamúria como um desespero.
E eu me afundando.
Sequer os versos podem ser rimados
Eles estão jogados, perdidos, embaraçados...
Tanta coisa na minha cabeça, tanto desejo, tanta angústia, tanta dor.
Eu tô cada vez me afundando.
E quase, quase, por um fiozinho, desistindo. E de vez.
Save me, if you can, I need. I can't hold on so much longer.
Os mesmos pensamentos, os mesmos desejos, medos... As mesmas angústias, as mesmas reclamações. A mesma dolorosa e ardida solidão, a mesma dor no peito...
É um filme se repetindo.
E eu me afundando.
Eu poderia gritar por um só segundo e saíria da minha boca um desgosto que entala e não me deixa respirar. Um grito como uma lamúria. Uma lamúria como um desespero.
E eu me afundando.
Sequer os versos podem ser rimados
Eles estão jogados, perdidos, embaraçados...
Tanta coisa na minha cabeça, tanto desejo, tanta angústia, tanta dor.
Eu tô cada vez me afundando.
E quase, quase, por um fiozinho, desistindo. E de vez.
Save me, if you can, I need. I can't hold on so much longer.
sexta-feira, agosto 24, 2007
Até quando?
Até quando vou ficar disfarçando, fingindi, despistando, dizendo que tá tudo bem, que eu tô bem e que não preciso de ninguém?
Até quando eu vou enganar aos outros, como se enganasse a mim mesma?
Até quando vou continuar caindo nesse abismo em silêncio, calada?
Até quando esse medo constante vai me impedir de viver minha vida?
Até quando eu aguento ficar me machucando, me punindo, me massacrando?
Até quando esse grito contido e esse choro prendido vão continuar tirando meu sono, meu ar, meus pensamentos?
Até quando?
Estou ficando cansada....
Até quando eu vou enganar aos outros, como se enganasse a mim mesma?
Até quando vou continuar caindo nesse abismo em silêncio, calada?
Até quando esse medo constante vai me impedir de viver minha vida?
Até quando eu aguento ficar me machucando, me punindo, me massacrando?
Até quando esse grito contido e esse choro prendido vão continuar tirando meu sono, meu ar, meus pensamentos?
Até quando?
Estou ficando cansada....
quarta-feira, agosto 22, 2007
Eu queria, mais do que queria, precisava te dizer isso: às vezes eu acho que não vou conseguir.
Às vezes eu acho que isso vai ser para sempre.
Há algum tempo acreditei no amor. Tentei, juro!
Caminhei demais até ficar cansada de tanto procurar, de tanto tentar, fazer apostas...
Não achei.
Desculpe.
Acho que não vai dar.
Agora eu acho que desse jeito não vai dar.
Não posso mais viver assim...
Desculpe.
Acho que não consigo
Não consigo mais me olhar no espelho, ouvir minha própria voz, ver meus repetitivos erros, colocar as mesmas roupas.
Eu desacreditei, cansei, chorei.
Às vezes eu acho que isso vai ser para sempre.
Há algum tempo acreditei no amor. Tentei, juro!
Caminhei demais até ficar cansada de tanto procurar, de tanto tentar, fazer apostas...
Não achei.
Desculpe.
Acho que não vai dar.
Agora eu acho que desse jeito não vai dar.
Não posso mais viver assim...
Desculpe.
Acho que não consigo
Não consigo mais me olhar no espelho, ouvir minha própria voz, ver meus repetitivos erros, colocar as mesmas roupas.
Eu desacreditei, cansei, chorei.
quinta-feira, maio 31, 2007
sábado, maio 26, 2007
Não solta a minha mãeNão me solte em um abismo sufocante
Nao me deixe só.
Não agora.
Escuta,
sinta meu corpo
ele ferve
ele treme
É o medo
É puro medo
Não vê que me estou entregue
Nua, sem armaduras?
Não vê que isso é só para você?
Não vê que é só para você que me desarmo?
Não vê que é só por você que eu choro?
Escuta:
Eu já te falei
Nosso caminho é perigoso
E eu tenho medo.
Mas não solte a minha mão.
Não agora.
Me abraçe
Me beije
Chore na minha frente.
Eu estou nua
Exposta
E você?
Não vai tirar a sua couraça?
Vem
Vem caminhar comigo
Me abraça.
Faz frio
Muito frio sem você.
sábado, maio 12, 2007
De tarde quero descansar,
chegar até a praia e ver
Se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora
Agora está tão longe
Vê, a linha do horizonte me distrai:
Dos nossos planos é que tenho mais saudade,
Quando olhávamos juntos na mesma direção
Aonde está você agora
Além de aqui dentro de mim?
Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo o tempo todo
Quando vejo o mar
Existe algo que diz:
- A vida continua e se entregar é uma bobagem
Já que você não está aqui,
O que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano era ficarmos bem?
- Ei, olha só o que eu achei: cavalos-marinhos
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora
chegar até a praia e ver
Se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora
Agora está tão longe
Vê, a linha do horizonte me distrai:
Dos nossos planos é que tenho mais saudade,
Quando olhávamos juntos na mesma direção
Aonde está você agora
Além de aqui dentro de mim?
Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo o tempo todo
Quando vejo o mar
Existe algo que diz:
- A vida continua e se entregar é uma bobagem
Já que você não está aqui,
O que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano era ficarmos bem?
- Ei, olha só o que eu achei: cavalos-marinhos
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora
quinta-feira, maio 03, 2007

Eu não quero mais bancar a forte,
nem a independente,
nem a que se vira bem.
Chega.
Quero ser a indefesa,
A frágil,
A mediocre de 19 anos,
A que precisa de ajuda e cuidado.
Aprendi que se cuidar demais é muito pesado
E eu tenho medo
Medo de crescer mais do que estou crescendo
E ter que pegar cada vez mais peso.
Eu só encontro mala pesada para carregar
Sozinha.
É metira, uma grande mentira,
Que dou conta das coisas,
Que me viro bem.
Eu minto.
Eu sou uma mentira.
Uma grande mentira fedorenta.
Eu grito
Um grito estridente e agonizante
Um grito silenciosamente dolorido.
É que a vida pisa no meu pé
E dói.
Dói muito.
Chega uma hora que não consigo mais daçar.
terça-feira, maio 01, 2007
O espírito pesado quer coisas mais pesadas - até que ponto que alguenta?
*
Sempre precisei de um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto
E nesses dias tão estranhos
Fica poeira se escondendo pelos cantos
Este é o nosso mundo: o que é demais nunca é o bastante
E a primeira vez sempre é a última chance.
Ninguém vê onde chegamos:
Os assassinos estão livres, nós não estamos
Vamos sair - nós não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas
Vamos lá, tudo bem - eu só quero me divertir
Esquecer, dessa noite ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
E esperamos que um dia
Nossas vidas possam se encontrar
Quando me vi tendo de viver comigo apenas
E com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo, eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir.
Vamos sair nós não temos mais dinheiro
Meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como a dez anos atrás
E cada hora que passa envelhecemos dez semanas.
Vamos lá tudo bem eu só quero me divertir
Esquecer dessa noite ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim, não tenho pena de ninguém.
Sempre precisei de um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto
E nesses dias tão estranhos
Fica poeira se escondendo pelos cantos
Este é o nosso mundo: o que é demais nunca é o bastante
E a primeira vez sempre é a última chance.
Ninguém vê onde chegamos:
Os assassinos estão livres, nós não estamos
Vamos sair - nós não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas
Vamos lá, tudo bem - eu só quero me divertir
Esquecer, dessa noite ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
E esperamos que um dia
Nossas vidas possam se encontrar
Quando me vi tendo de viver comigo apenas
E com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo, eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir.
Vamos sair nós não temos mais dinheiro
Meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como a dez anos atrás
E cada hora que passa envelhecemos dez semanas.
Vamos lá tudo bem eu só quero me divertir
Esquecer dessa noite ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim, não tenho pena de ninguém.
segunda-feira, abril 30, 2007
"Se você quisesse ia ser tão legal, acho que eu seria mais feliz do que qualquer mortal"
Pela (eterna) busca de um outro que só se encontra na gente mesmo.
E pelo esse nosso Eu que nunca se encontra em si mesmo.
Nunca.
[Pelos Thitis, Wills, Vitors e Alexs.;
Pelos amigos de longa data, que ficaram naquela data que nem tão longa é assim;
Pelos amigos que são vizinhos e só se falam no Natal - quando não dá ocupado.
Pelos sorrisos espalhados pelo ar rarefeito de uma cidade metropolitana
Pela mediocridade, principalemente pela Minha ridícula e nojenta mediocridade ]
domingo, abril 29, 2007
sábado, abril 28, 2007
Eu queria poder ter o direito de enlouquecer. Enlouquecer, esquecer de tudo e todos. Sair pelo mundo a procura de qualquer coisa que me fizesse um pouco menos vazia.
Eu queria perder a cabeça, descer a ribançeira, tropeçar, sair por aí, sem rumo, sem identidade, sem celular.
Tudo, tudo e tudo que eu tenho me sufoca, me faz encolher cada vez mais.
Meu corpo, meu armário, minha casa, meus livros. Minhas coisas não são eu e eu não sou coisa alguma.
Andando pela vida sozinha como um errante em meio as montanhas, eu sinto um nó na garganta, meu corpo enfraquecido, as pálpebras pesadas, o estomago doendo.
Sou qualquer Coisa indecodificável e vulnerável.
Sou aquela que quer quebrar os espelhos quando se depara frente a ele.
Aquela que sorri, desfarça, mas sangra.
Eu não quero mais viver. Eu quero ter o direito de não viver, pelo menos por um tempo.
Chega de tudo.
Chega de perda, fracasso, falsidade, insegurança, solidão.
Pra que vale a vida, então?!

Pra que
pra que chorar
pra que mentir
pra que morgar
pra que fugir
só queria que todos
tivessem comida
tivessem oportunidade
tivessem guarida
não precisassem rezar
pedindo melhores dias
reclamando migalhas
vivendo só de agonia
pra que chorar
pra que mentir
pra que morgar
pra que fugir
já que tão poucos
põem o rei na barriga
gritando guerras e leis
forjando a morte da vida
já que nem eunem o diabo tem pressa
de pouco vale a conversa
só encarando essa briga
(Luiz Melodia e Ricardo Augusto)
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